21/12/2010 - 12:00
1. Realidade aumentada: um dos recursos elencados entre o top 5 tecnologias de 2009 agora demonstra seu potencial para o varejo, aplicado em vitrines. Através da realidade aumentada, clientes puderam experimentar virtualmente, na rua ou em casa, os relógios Tissot e os óculos da inédita máquina Chilli Beans. Aliada aos QR codes adesivados em vitrines, a tecnologia funciona como um importante pilar da ponte entre online e offline, que deve ficar cada vez mais forte nos próximos anos.

2. Varejo em movimento: Transpor os limites da loja para ir ao encontro de clientes não só com propaganda foi uma estratégia recorrente em 2010. A marca de perfumaria Penhaligons´s personalizou táxis londrinos, e quem entrava em um destes automóveis não só sentia um dos perfumes, como também recebia do taxista, previamente treinado pela marca, uma aula sobre seus produtos. Ray-Ban modificou completamente um vagão de metrô, com bancos em forma de wayfarer e óculos suspensos por cabos para quem quiser experimentar.

3. Desculpe a curiosidade: Invés de pedir desculpa pelo transtorno causado por obras, muitas marcas deviam pedir desculpas pela curiosidade que despertaram em clientes. Marisa conseguiu, apenas com um tapume furado e uma televisão, manter convidativa a fachada de uma loja em reforma. Algo semelhante foi feito pela Munich, que colocou dezenas de olhos mágicos dentro e fora da loja, exibindo neles um vídeo com seu processo produtivo.

4. A revolução dos manequins: Surgidos no século 18, os manequins estáticos ainda são encontrados em esmagadora maioria no varejo, mas duas novidades de 2010 podem revolucionar o mercado. A 1ª é o robô Fits.me, que aumentou vendas em 300% e diminuiu em 28% o número de devoluções de compras feitas pela internet. A outra são os bonecos com rostos famosos, feitos pela Expor Manequins, cuja proposta não é inovadora, mas a técnica de produção ficou muito mais rápida e barata.

5. Objetos comuns + composição incomum: O quê, além da moda, Hermès, Gap, H&M, Rinascente, Harvey Nichols e LululemonAthletica têm em comum? Todas utilizaram materiais acessíveis, como papel, carretéis, lápis e prendedores, para criar vitrines interessantes em 2010. Estas cenografias com itens simples de grandes lojas em capitais mundiais da moda demonstram que requinte e sofisticação não são sinônimos de materiais caros e composições elaboradas ao extremo. Criatividade ainda é o melhor apelo.

Fotos: Divulgação
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Eduardo Pedroso
eduardo.pedroso@usefashion.com
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