quarta-feira, 14 de julho de 2010

Confecção de biquinis inovadora no RS

"O Sebrae reuniu fábricas de biquínis da região metropolitana de Porto Alegre e implantou inovações na gestão e na produção das confecções. O trabalho fortaleceu as vendas no Brasil e exterior.

Foram quatro anos de trabalho para fortalecer as marcas e aumentar o mercado. Por meio do projeto Pólo de Confecção da Região Metropolitana de Porto Alegre, os empreendedores participaram de feiras no exterior e melhoraram seus produtos, contratando estilistas e adotando tecidos tecnológicos e designs modernos.

As empresas ainda investiram na diversificação de produtos: passaram a vender vestidos, camisas e calças pantalonas". (Com informações do programa PEGN)

Confira abaixo o case de sucesso:

*Matéria do site Faça Diferente


terça-feira, 13 de julho de 2010

"Preço baixo já não é mais prioridade"

Renda maior, inflação baixa e oferta de crédito mudam hábitos de compra.
Consumidor prefere gastar mais em produto melhor.

Os consumidores estão investindo agora em produtos que agreguem valor à qualidade de vida, mesmo que isso impliquem em preços mais altos. Isso depois de um bom tempo enchendo o carrinho de supermercado como nunca e levando para casa produtos antes considerados supérfluos.
A melhoria da renda, inflação sobre controle e maior oferta de crédito provocaram as mudanças nos critérios de consumo das famílias brasileiras nos últimos anos.
"Preço baixo está perdendo importância como fator número um na hora de o consumidor escolher os produtos nos supermercados. Hoje ele avalia a relação custo/benefício do produto.
E, com mais folga no bolso, quer experimentar as novidades", constata Christine Pereira, diretora da Kantar Worldpanel (ex-LatinPanel).
A empresa realizou, em todo o País, uma pesquisa que revela que os experimentadores e os apressados, que não elegem a economia como prioridade número um na hora das compras, já constituem os maiores grupos de compradores de bens de consumo não duráveis no Brasil.
O levantamento mostrou que quase a metade dos domicílios tem como prioridade, hoje, experimentar novos itens (23%) e rapidamente se livrar da incumbência de abastecer a dispensa (23%), esses os consumidores apressados. O grupo que só tem olhos para preço baixo e promoção responde atualmente por 18% das famílias. Há dois anos, havia um empate técnico entre os três grupos, em 20%. Agora, os experimentadores estão ganhando terreno em detrimento do grupo que só olha preço, de acordo com a Kantar Worldpanel. "O brasileiro, depois de afastados os fantasmas da crise de 2008 e 2009, se deu ao luxo de gastar mais com produtos mais caros", observa Christine Pereira.

Qualidade
A bancária Magda Calil de Menezes, casada e mãe de duas filhas, disse que não se incomoda em pagar mais caro por produtos diferenciados e de melhor qualidade. "O que gasto a mais na compra desses produtos, economizo com remédios", compara.
Ela se dá ao luxo de adquirir verduras orgânicas, como um pequeno maço de rúcula, que custa R$ 2,79, enquanto a cultivada pelos métodos tradicionais, que é ofertada em maior quantidade, por exemplo, sai por R$ 1,99.
Também passaram a integrar a cesta de compras de Magda outros produtos naturais, como granola, linhaça, arroz integral, trigo e alguns outros cereais, que antes eram desprezados. De acordo com a bancária, o preço é fator importante na hora de optar por determinado produto, mas que com a melhoria da renda, a qualidade dos produtos, a rapidez e praticidade ganharam importância como critério de escolha.

A tradutora Elisa Drummond, casada e mãe de três filhos, é outra consumidora que reconhece que a importância de preço baixo já foi maior. "Ainda comparo os preços dos produtos. Mas quando já provei algum e testei sua qualidade não abro mão, mesmo tendo de pagar mais caro, pois ganho na agregação de valor", conta Elisa. Ela revela que, nas compras do mês, sempre procura levar produtos novos e diferentes, como um arroz especial para fazer risoto, geleias e chá importados, e um tempero mais sofisticado. Mas Elisa afirma que não abre mão de alguns produtos de marcas já testados, como sabão em pó, achocolatado, arroz e sabonete. "Eles são até mais caros, mas a qualidade melhor garante maior rendimento."

Agregar
A dona de casa Ana Maris Queiroz confirma que quando o produto tem maior qualidade, geralmente custa mais caro, mas o consumidor ganha no rendimento. Contudo, ela garante que é possível adquirir produto de boa qualidade por preço menor. E recomenda aos consumidores a optarem sempre por frutas da estação, que custam menos, e a pesquisarem os preços.
Na época da inflação alta, a aposentada Maria Aparecida Borges fazia questão de buscar promoções e substituía marcas caras por aquelas mais baratas. Agora, ela diz que prioriza levar para casa produtos de qualidade, que ajudam no seu bem estar, como óleo à base de girassol ou milho e um adoçante mais natural. "Lá em casa só entra frango e ovos caipiras, que não são produzidos com produtos que têm agrotóxicos ou hormônios", conta ela.

O gerente regional da rede de supermercados Bretas, Alex Marçal, percebe que, além de preço justo, cresce a preocupação dos consumidores com a oferta de produtos de melhor qualidade. Por isso, segundo ele, à medida que aumenta a demanda por determinados produtos, como as verduras orgânicas, a empresa procura aumentar o mix de oferta e busca novos fornecedores, até como forma de fomentar a concorrência e baixar preço. Alex Marçal observa que sempre que o supermercado expõe produtos diferenciados há boa aceitação por parte dos consumidores.

Mais espaço para o que não é básico
Os produtos não-básicos ocupam cada vez mais espaço nas cestas de compras dos brasileiros. É o que mostra a pesquisa da Kantar Worldpanel, realizada em todo o Brasil. De acordo com a diretora da empresa, Christine Pereira, cerca de 500 mil famílias que não costumavam comprar iogurtes, sorvetes, salgadinhos, por exemplo, passaram a fazê-lo. Mas a participação de itens tidos como básicos, como arroz, feijão e batata, foi mantida. A pesquisa mostra que o consumo geral, tanto de produtos básicos e não-básicos, aumentou 13% em quantidade nos primeiros meses deste ano na comparação com igual período do ano passado, e 15% em valor. Outro dado que reforça a tendência de maior sofisticação das compras é a participação das marcas no valor da cesta de consumo. Em 2004, as marcas mais caras estavam presentes em 23% das cestas e, no ano passado, essa fatia atingiu 35%. Em compensação, as marcas de médio e baixo preços diminuiu no período. Há seis anos, as marcas médias respondiam por 47% das compras nos carrinhos e, em 2009, por 38%. As marcas de baixo preço tinham 30% de participação nas cestas em 2004 e recuaram para 27% no ano passado, de acordo com a pesquisa da Kantar.

Em Goiânia, de acordo com pesquisa da Ipsos/Marplan, feita a pedido do POPULAR, mostra que 1,43 milhão de pessoas passaram pelos supermercados da capital no último mês. Elas gastaram, em média, R$ 530,00, e 33% têm o costume de ir mais de uma vez por semana às compras. Os horários preferidos da maioria dos consumidores é no fim da tarde, entre às 16 e 18 horas, ou pela manhã, das 9 às 13 horas, sempre de segunda à sexta-feira.(Sônia Ferreira)

Mudanças são observadas em pesquisas
As mudanças dos hábitos de consumo dos brasileiros, que apontam agregação de produtos diferenciados e até mais caros, vêm sendo acompanhadas pelas empresas que fazem pesquisa de consumo, inclusive pelo governo, através da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O gerente de Indicadores Econômicos e Sociais da Secretaria estadual do Planejamento (Seplan-GO), o economista Marcelo Eurico de Souza, disse que, desde a estabilização da economia em 1994, os consumidores que ganham de um a cinco salários mínimos (R$ 510,00 a R$2.550,00) passaram a gastar mais e levar para casa mais produtos, até mesmo aqueles que antes só entravam na casa dos mais ricos.
Agora, na estrutura de cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) atualizada em 2006 com base na POF de 2003, estão incluídos produtos como cortes de carne de primeira qualidade, queijo tipo mussarela, presunto, iogurtes, frutas diversificadas, artigos do mobiliário e até mesmo vitaminas.
Segundo Marcelo Eurico, o aumento da renda das famílias, ocorrido nos últimos anos, proporcionou o acesso ao consumo de produtos diferenciados. "Agora, mais pessoas colocam o produto no carrinho sem olhar preço, e a tendência é que mais consumidores passem a adotar essa estratégia", prevê o economista. Contudo, ele lembra que o consumidor está mais atento à qualidade, ao prazo de validade da mercadoria, e compra o seu custo/benefício.(SF)

* reportagem veiculada dia 11/07/10 no Jornal O Popular, Goiânia-Go.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Você imagina como será o Supermercado futuramente?

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Faça um tour nessa loja do futuro ...



Sempre dá para inovar

Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profi ssionais foi colocada à venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em fi nanças resolveu apostar. Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira semana, levou o primeiro susto, pois a fábrica estava produzindo 3 500 peças por mês e o ponto de equilíbrio era de 16 000.

É possível inovar mesmo nos setores tradicionais

Nesses casos, há duas coisas a se fazer:
1) adequar as despesas à receita;
2) aumentar a produção até atingir o equilíbrio e apostar no crescimento da demanda.

É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que, para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que signifi caria que ele estaria cavando um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16 000 peças. A situação era grave e a única saída era investir na inovação.

Mas é possível inovar em um setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela nova missão da empresa: “Uniformizar profi ssionais com qualidade”, e não apenas costurar uniformes, pois isso “qualquer um faz”. Mas não fi cou só no intangível, ele partiu para as medidas práticas: aumentou a efi ciência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou fl exibilidade com instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistente para seus funcionários.

O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havia sido feito em seu setor. Hoje, Luciano produz mais de 60 000 peças por mês e está construindo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar.

Texto por: Eugênio Mussak, professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens. eugenio@ssdi.com.br
Fonte: Você S/A

Até mesmo as funerárias tem investido em inovação!

Mercado funerário oferece cerimônias que custam até R$ 45 mil.

Limusine, buffet e violinista estão entre os serviços disponíveis.


A estabilização das taxas de mortalidade e o aumento da expectativa de vida do brasileiro verificados nos últimos anos têm estimulado o mercado funerário a ampliar a oferta de serviços, cada vez mais elaborados, na tentativa de incrementar seus ganhos e conter um possível - e provável - desaquecimento do setor


Considerando o número de mortes por ano no país -cerca de 1 milhão - e o custo médio de um funeral, R$ 2.000 - o mercado movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano. De acordo com último levantamento da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), há 5.500 empresas em funcionamento no país - a maioria familiares.

Com a proposta de personalizar o funeral, as funerárias têm oferecido cerimônias cada vez mais luxuosas, com direito a música e coquetel, e deixado as famílias cada vez mais livres das obrigações burocráticas que a situação exige.

Nº de mortes no Brasil
2003993.685
20041.013.657
2005996.931
20061.023.814
20071.036.405
20081.060.365
Fonte: IBGE

"Sem aumento do número de mortes, as empresas passaram a investir mesmo na arquitetura funerária. Com isso, a receita das empresas cresceu perto de 25% nos últimos cinco anos", disse o presidente da Abredif, Lourival Panhozzi.

Para atrair a clientela, as funerárias estão incluindo nos seus serviços - que antes se resumiam a oferecer apenas a urna, uma coroa de flores e o enterro do corpo - transmissão online da cerimônia, refeições completas durante o velório, sala de descanso com móveis confortáveis e cores suaves, "para atenuar o peso do momento", e carro com motorista à disposição da família.

Para agradecer a visita dos amigos e familiares, há empresas que também oferecem lembranças, como camisetas ou cartões com a foto do falecido - "tudo isso para agregar valor", segundo Panhozzi.

Essa é a proposta de uma funerária instalada em um casarão de arquitetura neocolonial construído em São Paulo em 1928, e que chega a cobrar R$ 2.500 somente pelo aluguel de uma das quatro salas usadas para as cerimônias. Quem estiver disposto a gastar mais pode chegar a desembolsar até R$ 15 mil. Se parece muito, a administradora do Funeral Home, Marta Maria Alcione Pereira, defende que vale a pena.

Sala Roma, do Funeral HomeSala Roma, do Funeral Home (Foto: Reprodução)





"É um novo conceito que torna o momento menos pesado para as famílias, além de permitir que se se faça a última homenagem a memória de quem morreu", diz

Prova de que as famílias têm aderido ao novo conceito de funeral é o aumento da procura pelos serviços personalizados. Segundo Marta, no primeiro mês de funcionamento do Funeral Home, em 2008, foram feitas apenas quatro cerimônias. Hoje, dois anos depois, a casa realiza de dois a três funerais por dia.

A escolha da instalação da empresa também foi estratégica, de acordo com a administradora. "Estar perto de um conjunto de hospitais facilita muito para as famílias e para nós também." O Funeral Home fica na Bela Vista (região central da capital).

Quem pensa que o luxo está presente apenas nas funerárias de grandes metrópoles se engana. No interior do estado de São Paulo, é possível contratar uma limusine adaptada para fazer o transporte do corpo do velório até o cemitério. O aluguel do carro funerário, com direito a motorista, custa a partir de R$ 2.700.

Limusine transformada em carro funerário Limusine transformada em carro funerário (Foto: Divulgação)

Segundo Nelson Pereira Neto, diretor e consultor de cerimônias fúnebres do Grupo Bom Pastor, presente em cidades do interior de Minas Gerais e São Paulo, a limusine foi adaptada para acomodar quatro pessoas, além do motorista e da urna funerária, que podem assistir a mensagens de conforto em duas telas de LCD instaladas nos bancos. O investimento da empresa no automóvel, adaptado desde o ano passado, foi de R$ 350 mil.

"Fomos buscar essas novas ideias no exterior, onde a morte é encarada de outra forma. Nós trabalhamos com o conceito de que o funeral é o último grande evento social de uma pessoa e que, assim como um aniversário ou um casamento, merece ser grandioso", disse.

Caixão presidencial, com madeira especial, violinista e revoada de pombos no final do seputalmento também podem ser incluídos nos pacotes oferecidos, que chegam a custar até R$ 45 mil. Aquelas famílias que optarem pela cremação do corpo também podem pedir que as cinzas sejam transformadas em diamante ou enviadas ao espaço. Segundo Neto, sua empresa tem convênio com instituições estrangeiras que cuidam do serviço.

"Esse é um mercado concorrido como outro qualquer. É preciso sempre inovar", disse o presidente do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), Haroldo Felício.

A previsão do setor é que, nos próximos cinco anos, haja um crescimento de até 15% do segmento de funerárias "premium".

Texto de Ana Cury, de São Paulo

Fonte: http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/07/com-estabilizacao-da-mortalidade-funerarias-investem-em-inovacao.html