quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um ministério para as micro e pequenas empresas

Quarta-feira, 21 de julho de 2010 às 15:39

O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira (21/7) que seu sucessor crie um ministério para as micro e pequenas empresas do País. Segundo o presidente, o governo precisa dar um tratamento diferenciado a esse setor da economia, da mesma forma que ele deu ao turismo e à pesca, criando pastas para os respectivos setores. Lula fez a sugestão durante audiência com executivos de empresas premiadas pelo Sebrae e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) por sua competitividade.

Vamos ter que criar mecanismos diferenciados para tratar dessas coisas. A verdade é que ainda não criamos uma política específica especializada em cuidar de micro e pequena empresa.

Lula explicou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior (MDIC) tem sua estrutura voltada mais para empresas grandes. Os setores do MDIC que cuidam das micro e pequenas empresas deveriam ser concentrados em um novo ministério, avaliou o presidente. “Isso vai ficar para o futuro”, disse Lula na presença do ministro Miguel Jorge, do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, e do presidente do grupo Gerdau e do MBC, Jorge Gerdau.

A cerimônia serviu para que os micro e pequenos empresários, vencedores do prêmio, contassem suas experiências, nos setores de agronegócio, comércio, indústria, serviços de educação, serviços de saúde, serviços de tecnologia da informação e turismo, bem como práticas de responsabilidade social.

Um dos empresários presentes, Carlos Amiato Antonio, do Hotel Canto das Águas, em Lençóis (BA), pediu atenção para o setor de aviação regional, que é um dos grandes gargalos do setor de hoteleiro no interior do País. O hotel de Carlos foi premiado na categoria turismo. Em resposta, Lula afirmou que está estudando juntamente com o ministro Nelson Jobim (Defesa) uma forma de incentivar o setor de aviação regional.

Fonte: http://blog.planalto.gov.br/um-ministerio-para-as-micro-e-pequenas-empresas/


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Serviços de design podem ser financiados

Cartão BNDES incentiva investimento privado em inovação
As empresas e os empresários individuais prestadores de serviços de design já podem solicitar o credenciamento como fornecedores no Portal de Operações do Cartão BNDES para oferecer serviços de design de produtos e embalagens, incluindo ergonomia e modelagem.

Os requisitos exigidos para o credenciamento são: ter, no mínimo dois anos de abertura do CNPJ, código de atividade econômica (CNAE - 7410-2/01) específico para a atividade de design; site próprio na internet em que conste o seu portfólio de serviços realizados de design, ergonomia ou modelagem de produtos e embalagens, prestados a no mínimo três empresas.

Somente será considerada para financiamento a atividade de design de produto e embalagens – incluindo máquinas, equipamentos, utensílios, móveis e artefatos de moda. Os serviços de design gráfico, webdesign, branding e assemelhados não poderão se credenciar, o que inclui agências de publicidade e comunicação.

O Cartão BNDES é uma linha de crédito rotativo e pré-aprovado, com limite de até R$ 1 milhão por banco emissor (Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nossa Caixa e Banrisul), com prestações fixas, prazo de pagamento de três a 48 meses, além de taxa de juros bastante atrativa (1,00% ao mês). Sua utilização destina-se à aquisição de itens necessários às atividades das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs)2, que estejam cadastrados no Portal de Operações do Cartão BNDES, por fornecedores devidamente credenciados.

Mais de 125 mil itens estão disponíveis para compra através do Cartão BNDES. Atualmente, os itens mais comercializados são máquinas e equipamentos, computadores, softwares, móveis comerciais, veículos utilitários e motocicletas para serviços de entrega.

Até o momento, foram emitidos 250 mil Cartões BNDES, somando R$ 9,4 bilhões em limite de crédito pré-aprovado para investimentos. Em 2009, foi responsável por mais de 185 mil transações, que representaram R$ 2,7 bilhões em negócios, com crescimento da ordem de 200% em relação ao ano anterior.

Para os escritórios de design de produtos e embalagens solicitarem o credenciamento como fornecedor do Cartão BNDES é muito simples. Basta acessar o site www.cartaobndes.gov.br, clicar no menu “Seja um fornecedor credenciado” e preencher o cadastro “on-line”.

Autor: Martha Mendes

Fonte: BNDES

Empresa pequena pode ser grande através do design

Nossa experiência recente como participantes do convênio Abre/Sebrae de design para a pequena empresa revelou uma daquelas coisas que são simples, mas requerem acontecimentos singulares para serem compreendidas e assimiladas em profundidade como fatos reais. Nos já sabíamos que a pequena empresa é aquela que mais se beneficia de um bom design de embalagem, pois ao contrario das grandes, ela não dispõe de outros recursos para competir no mercado ficando. Portanto, na dependência exclusiva da embalagem para apresentar promover e vender seus produtos.

A novidade que agora descobrimos indica um novo caminho a ser percorrido, pois com o apoio do Sebrae e a disposição das agências integrantes do Comitê de Design da Abre que se dispuseram a desenhar para os pequenos a custos subsidiados, uma nova perspectiva se abriu e a experiência prática demonstrou que as embalagens das pequenas empresas não precisam necessariamente se parecerem com embalagens de empresas pequenas.

Através de suas embalagens, a empresa pequena pode ser grande e se apresentar no ponto de venda ao lado das grandes como se fosse uma delas, pois o consumidor não sabe onde a empresa fica e de que tamanho ela é. Na verdade isso nem chega a ser importante, pois como demonstra a pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da própria Abre, “o consumidor não separa a embalagem de seu conteúdo”. Para ele, os dois constituem uma única entidade, indivisível.

Sendo assim, se a embalagem tem um bom design, de nível equivalente ao das embalagens das grandes empresas, para o consumidor ela é grande também. Graças ao convênio firmado entre a Abre e o Sebrae, o acesso ao design de alta qualidade foi democratizado para as pequenas empresas e suas embalagens agora podem apresentar qualidade e aparência compatível com as categorias de produto onde competem reduzindo assim a distância que as separa dos líderes das prateleiras.

Daqui para frente, as empresas pequenas estão descobrindo que através da embalagem elas podem ser grandes perante os olhos dos consumidores e disputar em melhores condições a sua preferência. Mais de cento e cinqüenta projetos já foram realizados e os resultados que começam a despontar no horizonte indicam que uma pequena revolução esta em marcha. A revolução do design para empresas que não precisam mais parecer pequenas aos olhos dos consumidores.

* Fabio Mestriner é Designer, Professor Coordenador do Núcleo de estudos da embalagem da ESPM e Coordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE.

Por quê uma análise e pesquisa de mercado são importantes?