quinta-feira, 3 de março de 2011

Aplicações de Madeira de Bambu para a indústria moveleira

De olho nas amplas possibilidades de aplicação da planta na indústria moveleira, a Embambu, empresa que atua desde o plantio até a produção da madeira, e a Faculdade de Tecnologia Senai Ítalo Bologna, referência em qualificação profissional e assessoria técnica para o setor, criaram projeto para fabricação de cozinhas planejadas residenciais utilizando o bambu como matéria-prima.

Desenvolvido com recursos do Edital Senai Sesi de Inovação 2009, o resultado do trabalho foi apresentado nos dia 1º e 02 de março, na Casa da Indústria, pelo gestor do projeto, Gregory Kravchenko, designer do Núcleo de Inovação e Design de Móveis do Senai Goiás. Foram realizadas, também palestras sobre os temas Aspectos Ambientais e Econômicos do Bambu como Matéria-Prima e Diversos Usos do Bambu na Arquitetura e Construção, além de exposição dos móveis construídos com bambu.

As Agentes de Inovação Camila Machado e Karla Vaz estiveram presentes no evento que contou com a participação de empresários das áreas Moveleira e Construção Civil além de professores e alunos dos cursos de Arquitetura e Design.

Confira as fotos da cozinha planejada desenvolvida no Projeto:












Postado por: Camila Machado - Agente Local de Inovação do Setor Moveleiro em Goiânia e região Metropolitana.

Como estabelecer a capacidade produtiva da minha empresa?

Publicado em por Beco Com Saida

A Capacidade Produtiva é o valor máximo que define as saídas do processo produtivo por unidade de tempo. Para as pequenas empresas, esse tempo geralmente é o dia. Logo, a capacidade de produção de uma empresa seria as peças que ela consegue produzir por dia, utilizando os recursos disponíveis (máquinas, homens, terceiros, etc).

A Capacidade Produtiva de uma empresa pode variar significativamente, dependendo da forma como ela trabalha.

Se trabalhar, contra estoque, consegue um maior aproveitamento dessa capacidade, pois ajusta seus postos de trabalho a uma determinada programação de produção e nesse período, normalmente não a altera e desta forma, consegue uma produtividade maior.

Neste caso, tem condições de estimar uma previsão de vendas por tipo de produtos, modelos, etc e alocar seus recursos produtivos baseados nessa previsão, conseguindo estabelecer, de forma mais exata, as necessidades de matéria-prima, mão-de-obra e equipamentos para um determinado período.

Se trabalhar contra os pedidos, há um aproveitamento menor de sua capacidade, pois frequentemente está ajustando a mesma aos pedidos recebidos.

O mais comum nas pequenas empresas é que elas trabalhem contra os pedidos, pois a maior parte delas, não possui recursos para manter um estoque regulador de produtos acabados e também de matéria-prima e insumos.

Em ambos os casos, a Capacidade Produtiva pode ainda estar limitada pelos gargalos que são postos de serviços que já trabalham em sua capacidade máxima, sendo ela menor que a dos demais postos de trabalho.

Quando a empresa possui recursos para aumentar muito bem a capacidade deste posto de trabalho, ele deixa de ser o gargalo, mas geralmente, a pequena empresa não possui recursos para tal. Neste caso, temos sugerido um recurso, que não onera a empresa e ainda pode conseguir um aumento de até 15% da capacidade produtiva. É o que chamamos de “revezamento de pessoas”.

A máquina ou o equipamento que é o gargalo para a empresa pode trabalhar as 8,75h diárias, sem interrupção. Basta para tanto, treinar mais um operador para trabalhar nesse “gargalo”. Esse outro operador pode e deve trabalhar, preferencialmente, em outro posto de trabalho, que tenha uma certa “folga em sua capacidade produtiva”, e no horário de almoço, faz-se o “revezamento”, pois cada operador almoça em horários diferentes. Dessa forma, consegue-se, sem custo adicional, um acréscimo na capacidade produtiva.

Quando a empresa já trabalha 24h ininterruptas, podem-se efetuar os “revezamentos” nos finais de semana.

O planejamento da capacidade produtiva deve ser feito, observando-se as previsões de demanda. Isso se faz necessário, pois o nível de utilização da capacidade efetiva de produção irá refletir nos custos unitários e, portanto, nos níveis de produtividade do sistema.

O número de unidades produzidas pelo número de recursos utilizados representa também uma forma importante de medir a performance do sistema produtivo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cliente, vitrine e estoque

Publicado em por Beco Com Saida

Por Reinaldo Miguel Messias

Dia desses, enquanto eu caminhava por um centro comercial, a vitrine de uma loja de roupas masculinas chamou minha atenção. Apesar de não referenciar nenhuma data comemorativa, tinha forte apelo visual, denotando, com poucos produtos expostos, entretanto muito bem escolhidos, a proposta comercial da loja. Cores, formas, disponibilização e adereços valorizavam os produtos expostos e, como os preços estavam discretamente expostos de maneira organizada ao lado dos produtos, despertou meu impulso de compra.


Ao entrar, mais uma grata surpresa! O ambiente era adequadamente iluminado e, expositores e araras haviam sido propositalmente bem dispostos, intuindo um caminho imaginário para percorrer a loja. Fácil, sem nada obstruindo a passagem.


A equipe da loja era facilmente percebida por portarem uma etiqueta de identificação presa à blusa, onde claramente lia-se o nome da loja, o nome da colaboradora e a função. Pasmem! A função não era vendedora. Era “consultora de moda”. Mais uma vez me surpreendo, pois esta simples mudança de função de trabalho faz a diferença entre vender produto ou dar um salto qualitativo, vendendo mais que um produto: oferecendo uma solução de compra adequada a uma necessidade identificada… Uma solução!


A abordagem foi primorosa, fui notado pela consultora durante alguns momentos, com um semblante calmo e cordial, e ao perceber que me dirigia a ela, imediatamente veio ao meu encontro, iniciando o contato com um simples Bom Dia e uma pergunta clara sobre o que eu buscava na loja.


Percebi profissionalismo e empatia. Nada de riso forçado. Nada de conversa vazia. Mais uma grata surpresa. Tive a impressão que esta consultora que me atendia demonstrava um conhecimento e tinha uma postura desenvolvida através de capacitação voltada ao relacionamento com clientes. Sua linguagem era clara, suas frases objetivas e seu semblante calmo. O tom de voz era agradável. Traje discreto e apropriado, compatível com a proposta da loja. Outra boa surpresa!


Mas… Solicitei á consultora que me demonstrasse uma das roupas que estavam expostas na vitrine, no meu tamanho, que casualmente não é atípico. Estou na faixa do biótipo médio do brasileiro comum. Para minha surpresa: Não tinha! Como assim? Vocês chamam minha atenção pela vitrine, me surpreendem pelo arranjo físico, me encantam pelo atendimento e… Perdem-me pela gestão de estoque!


Uma gestão adequada de estoque é aquela que possibilita oferecer soluções adequadas ao cliente, no momento em que ele deseja, evitando manter produtos que clientes já não mais desejam ou perder vendas pela indisponibilidade de estoque.


Uma gestão eficaz permite que se mantenham estoques adequados a realização de vendas, permitindo até mesmo uma pequena margem de excesso, evitando perda de vendas pelas faltas.


Quando os estoques são mal dimensionados pelos excessos, parte do capital de giro da empresa vai lá para dentro dos estoques e quando se faz isso, muitas vezes a empresa fica sem fôlego para efetuar pagamentos com empregados, aluguel, etc.


Em minha opinião, pior que o excesso de estoque é a falta dele pois, muitas vezes, o cliente não aceita outra solução para a necessidade específica que está buscando. Essa foi a minha decisão neste caso. Fiquei tão frustrado pela falta do produto pelo qual me interessei, que fui buscar o mesmo produto na loja do concorrente.

Como controlar o meu estoque?

Publicado em por Beco Com Saida

A empresa que tem necessidade de fazer estoque para poder realizar melhor as suas vendas deve ter a atenção redobrada, no mínimo a dois fatores:

  • Não podem faltar produtos
  • Não podem sobrar produtos em demasia

Essa é a essência dos estoques nas empresas: o suprimento da quantidade de produtos que o mercado, entenda-se cliente, deseja adquirir de imediato. Portanto, é mais eficiente, ter a quantidade ideal da demanda quando se tem planejamento, ou seja, quando o empresário estabelece as seguintes metas:

  • Previsão de vendas para os vários períodos do ano
  • Previsão de compras necessárias para atender as expectativas de vendas
  • Previsão de estoque mínimo – que estará representando o estoque de segurança – e que leva em consideração, entre outras questões, o tempo que a empresa tem que esperar para receber as compras realilzadas e quando é o caso, também o tempo de produção.

O planejamento de vendas e de compras, também deve indicar as ações de venda que devem ser implementadas para garantirem que o que foi previsto de fato aconteça. Não dá para planejar e apenas ficar esperando acontecer.

Faça acontecer o que foi planejado. Tenha o que foi planejado como um desafio de vendas a ser conquistado por todos na empresa, inclusive se lembrar de pensar ans ações que contribuam aidna mais para a venda de tudo o que é adquirido, como promoções de vendas, por exemplo.

Antes mesmo de terminar o período correspondente ao planejamento, seja, um mês, trimestre, etc., acompanhe como as vendas estão se comportando e que outros fatores podem estar influenciando. Não deixe para pensar no problema somente após a sua ocorrência, e se está se percebendo o reisco de sobrar em estoque mais do que o previsto, é preciso agir com antecedência e promover estratégias que ao menos minimizem o problema, ou seja, diminuam as sobras excessivas de estoque.

Entende-se por excessiva toda a quantidade que ultrapassar o volume mínimo de estoque.

Vale o esforço para efetivar os controles de estoque, pois isto estará contribuindo para que os lucros gerados nas vendas não fiquem por muito tempo retidos e desvalorizados nos estoques.